O torneio 2025–26 UEFA Champions League, principal competição de clubes da Europa, já começou a mostrar seu impacto global — e isso inclui o olhar atento dos torcedores brasileiros. O grande destaque: a reformulação do formato, que passa a ter 36 equipes disputando uma fase de liga (tabela única) em vez dos tradicionais grupos. arXiv+3Wikipedia+3UEFA.com+3
Esse novo modelo gera perguntas importantes: como clubes vão se adaptar? Qual o efeito para a visibilidade global? E que reflexos isso traz para o futebol brasileiro?
O que muda com o novo formato
Até recentemente, a competição era organizada em grupos de quatro equipes, com turno de ida e volta, seguindo para mata-mata. Agora, segundo dados da UEFA, o torneio adota uma fase de liga com 36 clubes, onde cada time disputa um número fixo de jogos (não todos contra todos) e avança para a próxima fase a partir de uma única classificação. arXiv+1
Esse formato “incompleto round-robin” tem algumas características:
- Aumenta o número de confrontos entre clubes com grande apelo internacional.
- Reduz a influência de sorteios “fortes ou fracos” de grupos. Estudo aponta que “o impacto do sorteio é menor” na nova configuração. arXiv+1
- Pode gerar mais jogos dramáticos, já que cada partida importa mais para a classificação direta.
Impacto para clubes e torcedores
Para os grandes clubes europeus — muitos com jogadores brasileiros ou ex-brasileiros — o novo formato oferece mais visibilidade, mais partidas de peso e, potencialmente, mais receita.
Para os torcedores brasileiros, isso significa que podemos esperar:
- Mais jogos ao vivo de clubes de renome, possivelmente em melhores horários para o Brasil.
- Maior chance de “encontro” entre clube europeu e jogador brasileiro destacado, atraindo atenção nacional.
- Menos “jogos de mero cumprimento de tabela”, o que torna cada rodada mais interessante.
Reflexos para o mercado brasileiro
O futebol brasileiro também sente os efeitos. Mesmo que os clubes nacionais não participem da Champions League, o ecosistema futebolístico brasileiro observa:
- A cobertura midiática se orienta cada vez mais para o outro lado do Atlântico.
- Jogadores brasileiros que atuam na Europa ganham mais visibilidade e podem se valorizar. Exemplo recente: o talento brasileiro Dudu despertou interesse de clubes como Real Madrid e Manchester City. Tribuna
- As federações e clubes brasileiros podem se inspirar nos modelos de engajamento, marketing e mídia dos clubes europeus para aprimorar suas operações locais.
O que observar nas próximas fases
Alguns pontos que merecem acompanhamento:
- Como será a distribuição de jogos televisivos no Brasil, em função do maior número de confrontos e clubes participantes.
- A performance dos clubes europeus que tradicionalmente contavam com jogadores brasileiros ou tinham apelo no Brasil: se manterão no topo ou haverá surpresa.
- Qual será o impacto dessa reformulação para clubes médios ou “emergentes” que agora disputam maior visibilidade — e se isso abre espaço para “zebras” ou desempenhos inesperados.
- Se o engajamento de torcedores no Brasil — por exemplo, nas redes sociais — se intensificará com o novo formato.
Conclusão
O torneio Champions League 2025/26 traz mais que um calendário diferente: é uma evolução estrutural que promete transformar como vemos o futebol de clubes europeus — inclusive do Brasil. Para o torcedor, mais emoção; para o mercado, mais oportunidades; e para o futebol brasileiro, um espelho de adaptação. Fique de olho.




